Maricá participa de seminário em Brasília sobre boas práticas e novos indicadores de equidade na Atenção Primária

Encontro abordou impactos do novo cofinanciamento federal para equipes do Consultório na Rua

O município de Maricá participou, em Brasília, do Seminário de Boas Práticas de Equidade na Atenção Primária à Saúde (APS), promovidos pelo Ministério da Saúde. Os encontros tiveram como objetivo apresentar e debater a adoção de boas práticas na APS, incorporadas ao novo modelo de cofinanciamento federal das equipes de Consultório na Rua (eCR), além da importância do registro qualificado das informações em saúde, que passam a impactar diretamente no volume de recursos repassados aos estados e municípios.

Durante o seminário, gestores estaduais e municipais puderam aprofundar conhecimentos sobre os novos critérios de financiamento, indicadores de qualidade e estratégias para fortalecer as políticas de equidade no Sistema Único de Saúde (SUS).

Ao longo dos encontros, a coordenadora-geral de Acesso e Equidade na Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Lilian Silva Gonçalves, destacou que o momento representa um avanço no fortalecimento das políticas públicas de equidade, por meio da articulação entre União, estados e municípios.

A enfermeira do Programa Consultório na Rua de Maricá, Juliana Marins, participou do Seminário reforçando o compromisso do município com a qualificação da Atenção Primária.

“Saio desse encontro feliz com a adoção de práticas baseadas em evidências e o fortalecimento das políticas de equidade, visando garantir um cuidado cada vez mais integral, humanizado e resolutivo às populações em situação de rua. Vamos continuar trabalhando para apresentar indicadores com ainda mais qualidade”, destacou Juliana.

O seminário teve como foco a apresentação dos novos indicadores de qualidade, definidos em 2025 a partir da atualização da metodologia de cofinanciamento federal da APS e da instituição de incentivos específicos para as equipes de eCR e eAPP. Esses indicadores foram estruturados para responder às principais necessidades de saúde das populações em situação de vulnerabilidade, considerando que o contexto de privação de liberdade e a situação de rua ampliam os riscos de doenças transmissíveis e agravam condições crônicas preexistentes.

Para as equipes de Atenção Primária de Consultório na Rua (eCR), os indicadores incluem: ampliação do acesso à Atenção Primária; cuidado na gestação e puerpério; rastreamento de IST; e cuidado da pessoa com tuberculose.